28 de agosto de 2010
Outubro
12 de julho de 2010
Chico Buarque
3 de julho de 2010
2 de julho de 2010
Peur

Há situações em que sabemos exatamente o que fazer. Quando a solução é um clichê efetivo, uma resposta universal. Todos respondem da mesma maneira à determinada situação sem nenhuma necessidade de reflexão prévia.
É quando acontece algo diferente, algo até então sem resposta. Algo que te deixa completamente desamparado, tentando buscar suas próprias soluções. Quando você tenta coordenar os sentimentos com pensamentos, deixando tudo tão bagunçado a ponto de te fazer perder a cabeça. Porque sentimentos são inexplicáveis, e disso nós sabemos. Mas ainda assim, tentamos encontrar racionalidade, porque temos medo. Medo de sentir, medo de perder o controle.
Medo de ser feliz.
22 de junho de 2010
Sobre amores e sonhos

Amor não é. Não se os dois não sentirem o mesmo. Prefiro que seja sonho. Do sonho você acorda, e logo as atividades rotineiras tratam de apagá-lo da memória. Do amor você não acorda, e tudo o que você faz reforça sua existência ao invés de apagá-la. Não, amor não pode ser. Recuso-me a amar sozinha. Sonhar sim. Voar sozinha nos sonhos, sem preocupar-me com o tempo ou espaço. Ninguém voa sozinho no amor. O peso da solidão é tanto que o vôo não vai longe, mesmo tendo as asas de um albatroz e o melhor dos ventos a seu favor. E a dor de cair é pior do que a dor de não poder voar.
20 de junho de 2010
Sentimento Atemporal

- “Talvez eu goste de você” - suspira, enquanto toma um gole de café e perde-se em pensamentos.
E então chegam os dias de tempestade. Quando acordar é torturante e o dia parece um infortúnio sem tamanho, algo incrivelmente lento e sem previsões de terminar. O espelho é agora deprimente, e as lágrimas refletidas não remetem felicidade. A música torna-se barulho insuportável, a neblina chuvosa deixa tudo ridiculamente opaco e sem cor. O café é intragável, nenhum sentido parece corresponder às prévias apelações do líquido escuro. Quando a única forma de passar o dia é deitar na cama e esperar os sonhos levarem tudo embora. E quando os sonhos demoram a vir, chegam as lágrimas inundando travesseiro e lençóis. Todos os pensamentos dirigem-se incessantemente à causa de tamanho desalento, tentando encontrar respostas nas subjetividades e entrelinhas. A melancolia nunca pareceu tão traiçoeira. A amiga de outrora era agora insuportável, apunhalando seu coração a cada palavra e pensamento, envenenando com lágrimas suas esperanças.
Se é o inverno, que se diverte espalhando o frio nos jovens corações inseguros, se é a desassossegada solidão, sempre implacável. Se é a insegurança que se torna sempre presente, se é a realidade associada à intuição. Se é por pensar demais, ou por sentir demais, não se sabe.
Talvez sejamos apenas nós, em toda nossa bipolaridade infindável.