1 de dezembro de 2010
30 de novembro de 2010
Taciturno
O céu se franze conforme os ponteiros correm, enquanto o mundo gira ao contrário. As folhas dançam pesadamente acima de nossas cabeças, pesadas. Pensamentos escorrendo pelas ruas escuras, em companhia da chuva amarga - que cai impiedosamente, amargurando. Murmúrios preocupados nos ferem os ouvidos, ao mesmo tempo em que os pássaros sufocam e param de cantar. O ar parece mais denso do que o costume. Raios saindo pelos olhos, lendo nossas mentes ilegíveis, enquanto os lábios mudam de cor e se contorcem em sorrisos desbotados. Os dedos alcançam aos céus e tocam a lua, à medida que o chão cede sete palmos a cada expiração. As árvores retas e íntegras curvam-se e põem-se a chorar.
A cabeça lateja, o coração na boca.
Olhos ao chão. Protegendo-nos de nós mesmos.
Tudo muito tácito.
17 de setembro de 2010
Fix You
When you try your best, but you don't succeed;
When you get what you want, but not what you need;
When you feel so tired, but you can't sleep.
Stuck in reverse.
And the tears come streaming down your face;
When you lose something you can't replace;
When you love someone, but it goes to waste;
Could it be worse?
28 de agosto de 2010
Outubro
12 de julho de 2010
Chico Buarque
3 de julho de 2010
2 de julho de 2010
Peur

Há situações em que sabemos exatamente o que fazer. Quando a solução é um clichê efetivo, uma resposta universal. Todos respondem da mesma maneira à determinada situação sem nenhuma necessidade de reflexão prévia.
É quando acontece algo diferente, algo até então sem resposta. Algo que te deixa completamente desamparado, tentando buscar suas próprias soluções. Quando você tenta coordenar os sentimentos com pensamentos, deixando tudo tão bagunçado a ponto de te fazer perder a cabeça. Porque sentimentos são inexplicáveis, e disso nós sabemos. Mas ainda assim, tentamos encontrar racionalidade, porque temos medo. Medo de sentir, medo de perder o controle.
Medo de ser feliz.